14 de dezembro de 2013

Mais uma esperança na luta contra o câncer

A esperança na mãos de um jovem

Aqueles que acreditam que os jovens não têm condições de ensinar nada aos mais velhos vão se surpreender com o norte-americano Jack Andraka, 15 anos, responsável pela invenção de um detector de câncer.
O sensor, que é feito de papel, identifica três tipo de câncer (de pâncreas, ovário e pulmão). Primeiramente, Andraka se debruçou sobre o câncer pancreático. O motivo? Um amigo de seu irmão morreu por causa da doença. “Fiquei interessado pela descoberta precoce, fiz uma tonelada de investigações e tive essa ideia”, afirmou o jovem, durante a sua apresentação na Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel.

Andraka ficou chocado ao descobrir que 85 por cento de todos os casos de câncer de pâncreas são diagnosticados tardiamente, quando um paciente tem menos de dois por cento a chance de sobrevivência. Alarmado com a falta de testes acessíveis e precisos para detectar esse tipo de câncer em seus estágios iniciais, quando os tratamentos pode realmente funcionar ele se debruçou sobre uma lista de 8.000 proteínas associadas com a doença, tentando encontrar um destino apropriado para um detector teórico.  Na  4000 ª tentativa, ele bateu em mesotelina  que é encontrado em altos níveis no sangue durante os primeiros estágios do câncer de pâncreas.

O MÉTODO
O método, que lhe rendeu o primeiro lugar no prêmio da Intel, descobre o câncer de pâncreas de forma até 168 vezes mais rápida que os aparelhos usados atualmente. Além disso, fornece resultados 90% mais precisos, 400 vezes mais sensíveis e 26 mil vezes mais baratos do que os métodos atuais. O custo é de três centavos de dólar e o resultado chega em menos de cinco minutos.

O sensor criado pelo adolescente pode testar urina ou sangue e, se o resultado for positivo para a proteína mesotelina, indica que o paciente tem câncer no pâncreas. A tira de papel utilizada, muda conforme a quantidade da proteína no sangue e isso pode, de acordo com Andraka, detectar o câncer antes mesmo dele se tornar invasivo.

Seu prêmio de US$ 75 mil será usado para as pesquisas. Andraka pretende estudar para se tornar um patologista. Enquanto isso, ele planeja iniciar testes clínicos com o sensor e colocá-lo no mercado em dez anos.

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