15 de dezembro de 2013

Estudos sugerem que traumas e comportamentos podem ser passados por genes


Testes realizados em camundongos sugerem que determinados tipos de eventos podem ficar gravados em espermatozoides e ser transmitidos aos filhos

E a ciência traz a tona uma realidade que apesar de ser extrapolada exageradamente nos jogos tem algum fundamento científico.

Na série de jogos Assassin's Creed, da empresa Ubisoft, o protagonista revive memórias dos seus antepassados para entender os acontecimentos presentes. Essa memória é denominada no jogo como uma memória genética e que quando estimulada por um computador permite que o usuário entre em uma espécie de transe e reviva todos episódios "marcantes" da vida de seus antecessores. Mas será que essa memória realmente poderia ser passada para os seus descendentes? Talvez em parte sim, é o que diz um trabalho feito por cientistas da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, que sugeriram em recentes estudos que os mais variados tipos de traumas que ocorrem nas vidas das pessoas podem ser transmitidos geneticamente para os seus filhos. Segundo eles, o comportamento humano pode ser afetado por episódios vivenciados por gerações passadas pelas chamadas memórias genéticas.

O estudo foi publicado na Revista Nature Neuroscience e trouxe como exemplo testes realizados em camundongos treinados. Um grupo de animais passou a evitar locais que possuíam certo tipo de odor, passando esse tipo de aversão para os seus descendentes (que nem sequer tentavam ir além de onde o odor foi sentido).

Situações que modificam os genes?


As pesquisas também mostraram que eventos traumáticos podem afetar significativamente o DNA dos espermas, igualmente alterando o cérebro e o comportamento das gerações futuras. Os cientistas analisaram os espermatozoides dos camundongos e constataram que a alteração de sensibilidade ao odor testado estava mais presente nos animais machos, que disseminam o comportamento entre seus filhos.

Todos os descendentes dos camundongos testados simplesmente não gostavam do odor, esquivando-se de qualquer lugar onde o sentissem, por mais que não tenham vivenciado as mesmas experiências de seus pais. Pequenas alterações nos cérebros desses animais também foram notadas pelos especialistas.

"As experiências vivenciadas pelos pais, mesmo antes da reprodução, influenciaram fortemente tanto a estrutura quanto a função no sistema nervoso das gerações subsequentes", diz o relatório. As descobertas oferecem evidência de uma "herança epigenética transgeracional", ou seja, de que o ambiente pode afetar os genes de um indivíduo que podem então ser repassados aos seus herdeiros.

Um registro para os descendentes


Brian Dias, um dos pesquisadores do estudo, afirmou em reportagem da BBC que esse comportamento pode ser um mecanismo pelo qual os descendentes mostram as marcas de seus antecessores. Segundo ele, não há dúvida de que o que ocorre com o óvulo e o espermatozoide pode afetar gerações futuras.

O professor Marcus Pembrey, da Universidade de Londres, disse que as descobertas fazem muito sentido quando pensamos em fobias, altos graus de ansiedade e as desordens de estresse pós-traumático. De acordo com Pembrey, os estudos fornecem fortes evidências de que certos tipos de memórias podem ser transmitidos por gerações como modo de precaução.

"A saúde pública precisa urgentemente levar em conta as respostas transgeracionais humanas", diz ele. Prembey também afirmou que o aumento de desordens neuropsiquiátricas, o aumento de obesidade, de diabetes e de outras perturbações metabólicas só poderão ser completamente entendidos com um estudo multigeracional. Atualmente, mais pesquisas sobre o assunto estão sendo conduzidas nos Estados Unidos.

Aqui segue um vídeo do Nerdologia que mostrou também uma associação entre o jogo e a biologia da coisa.

14 de dezembro de 2013

Mais uma esperança na luta contra o câncer

A esperança na mãos de um jovem

Aqueles que acreditam que os jovens não têm condições de ensinar nada aos mais velhos vão se surpreender com o norte-americano Jack Andraka, 15 anos, responsável pela invenção de um detector de câncer.
O sensor, que é feito de papel, identifica três tipo de câncer (de pâncreas, ovário e pulmão). Primeiramente, Andraka se debruçou sobre o câncer pancreático. O motivo? Um amigo de seu irmão morreu por causa da doença. “Fiquei interessado pela descoberta precoce, fiz uma tonelada de investigações e tive essa ideia”, afirmou o jovem, durante a sua apresentação na Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel.

Andraka ficou chocado ao descobrir que 85 por cento de todos os casos de câncer de pâncreas são diagnosticados tardiamente, quando um paciente tem menos de dois por cento a chance de sobrevivência. Alarmado com a falta de testes acessíveis e precisos para detectar esse tipo de câncer em seus estágios iniciais, quando os tratamentos pode realmente funcionar ele se debruçou sobre uma lista de 8.000 proteínas associadas com a doença, tentando encontrar um destino apropriado para um detector teórico.  Na  4000 ª tentativa, ele bateu em mesotelina  que é encontrado em altos níveis no sangue durante os primeiros estágios do câncer de pâncreas.

O MÉTODO
O método, que lhe rendeu o primeiro lugar no prêmio da Intel, descobre o câncer de pâncreas de forma até 168 vezes mais rápida que os aparelhos usados atualmente. Além disso, fornece resultados 90% mais precisos, 400 vezes mais sensíveis e 26 mil vezes mais baratos do que os métodos atuais. O custo é de três centavos de dólar e o resultado chega em menos de cinco minutos.

O sensor criado pelo adolescente pode testar urina ou sangue e, se o resultado for positivo para a proteína mesotelina, indica que o paciente tem câncer no pâncreas. A tira de papel utilizada, muda conforme a quantidade da proteína no sangue e isso pode, de acordo com Andraka, detectar o câncer antes mesmo dele se tornar invasivo.

Seu prêmio de US$ 75 mil será usado para as pesquisas. Andraka pretende estudar para se tornar um patologista. Enquanto isso, ele planeja iniciar testes clínicos com o sensor e colocá-lo no mercado em dez anos.

13 de dezembro de 2013

NOVAS TECNOLOGIAS

O que tem surgido de novo?



Já pararam para pensar na quantidade de coisas novas que surgem a cada dia e que acabam influenciando a nossa vida e a de muitos outros por aí? O simples telefone que no passado mal servia para se comunicar hoje é um telefone móvel, câmera digital, calculadora, rádio, "toca-discos", computador, amigo, amante, confidente, etc.

A tecnologia hoje evolui de uma maneira tão rápida e crescente, em vários campos da ciência, que é impossível um Jedi ser humano se manter 100% atualizado das novas descobertas e aplicações que tem surgido. Portanto vamos tentar mostrar nessa nova série post algumas novas tecnologias que provavelmente vão estar dentro de nossas casas ou até dentro de nós mesmos num futuro próximo.

Nova geração do USB 



As entradas USB mudaram bastante o modo como os periféricos interagem com o computador e isso está prestes a mudar novamente. Um novo padrão de conector, o "tipo C" está à caminho, trazendo uma boa notícia para quem sempre teve problemas em achar o lado certo do plug: ele será reversível, o que significa que não haverá mais "lado certo". 

Exatamente. Agora a entrada USB funcionará mais ou menos como o conector Lightning, da Apple, que possibilita o encaixe mais fácil. O tipo C será uma adição à especificação 3.1 e deve ser finalizado até a metade de 2014. 

Segundo o Brad Saunders, diretor do grupo, o tipo C deverá alcançar representar uma evolução em relação ao design, em termos de usabilidade e tamanho. O padrão "permitirá uma nova classe de dispositivos superfinos, desde tablets e celulares, passando por aparelhos 2 em 1, até laptops e desktops", explica Alex Peleg, da Intel.  

Nem tudo são boas notícias, porém. O novo conector também será menor, mais ou menos do tamanho que um plug Micro USB. Isso signfica que as entradas USB do seu computador automaticamente se tornarão obsoletas. Por isso, o USB 3.0 Promoter Group também incluirá especificações para cabos e adaptadores, para evitar que o usuário precise trocar de computador ou reformá-lo apenas por causa das novas entradas USB. 
Fonte: USB 3.0 Promoter Group

Nanorobôs

Douglas e o colega Ido Bachelet, pesquisador genético, fizeram os novos nanorobôs de DNA em Harvard, com o professor de genética, George M. Church, conhecido por ajudar a lançar o projeto Genoma.

No começo, Bachelet e Douglas imaginaram se poderiam combinar seus respectivos conhecimentos em imunologia e construção de nanoestruturas para construir um robô que imitaria o sistema imunológico do corpo. Ele reconheceria as células infectadas e apertaria seus botões de autodestruição.

Dentre as invenções antigas estão um cubo em nanoescala com uma tampa, lançado em 2009, que se montava em um processo chamado de “origami de DNA”. Quando você adicionava fitas de DNA, o cubo se abria. Mas Douglas percebeu que fazer com que a invenção chegasse até as células certas seria muito complicado, assim como criar os mecanismos necessários para entrar e reprogramar as células ruins.

Então Bachelet sugeriu que eles não precisavam reprogramar nada. Só precisavam fazer com que a estrutura conseguisse levar os anticorpos certos para a superfície celular com uma mensagem: “pare de se dividir”.

O nanorobô é construído com DNA, em um formato de concha pequena. Ele é desenvolvida para reconhecer certos tipos de células cancerosas. Quando encontra uma, o robô se abre e expõe a carga de anticorpos.

Apesar dos robôs funcionarem em experimentos, eles precisam ser desenvolvidos para viajar através da corrente sanguínea. Modificações são necessárias para prevenir que a partícula seja destruída pelos rins ou fígado antes de ter a chance de atuar.
Fonte: nbcnews

Teclado é coisa do passado?


Especialistas na área da Internet e das nova tecnologias reuniram-se em Paris para a décima edição da Conferência “Le Web”.

A escrita é um hábito enraizado para muitos utilizadores mas várias empresas tentam desenvolver sistemas mais intuitivos. O Siri da Apple reconhece a voz e é capaz de a reproduzir. 

O programa foi apresentado em 2011 em três línguas inglês, alemão e francês embora muitas funcionalidade só estejam disponíveis nos Estados Unidos e em inglês. A Google também está a investir na área das aplicações vocais, como refere um dos responsáveis da empresa. 

“Estamos a tentar passar de uma interação baseada no teclado para uma interação natural, através da voz, posso perguntar coisas como por exemplo, como vai estar o tempo em Paris na quinta-feira e obter uma resposta dita de forma natural”, explica Scott Huffman. Um dos fundadores da conferência Le Web, o francês Loic Le Meur, considera que as tecnologias ligadas à voz vão tornar-se cada vez mais comuns. 

“A voz é a grande mudança, o teclado tem sido sobrevalorizado mas as crianças já não vão fazê-lo porque usam tablets. O futuro está na voz”, disse o responsável. 

Fonte: Copyright © 2013 euronews 

8 de dezembro de 2013